Os 300 espartanos e a cultura militar

Publicado: 15 de dezembro de 2012 em Uncategorized

 

Na época da Antiguidade existiam povos civilizados e povos bárbaros, mas nem todo povo dito bárbaro pelos gregos e romanos eram realmente bárbaros, como os celtas e os persas. Porém, existiam sim povos bárbaros, e muitos viviam do roubo, saque, estupravam mulheres, matavam, faziam o diabo, muitas vezes eram organizados em grande número. Então, era necessário os povos civilizados se organizarem e estarem prontos para a guerra. Prontos a qualquer momento. Os espartanos foram pegos de surpresam. Tem uma frase romana que explica isso: “Se você quer a paz, esteja preparado para a guerra.” Os persas formaram um grande império, e eram organizados, pesquise a história dos persas. Tanto que Alexandre O Grande resolveu absolver a cultura persa e conquistou esse império, preservando a cultura persa, absorvendo essa cultura oriental a cultura ocidental e criando a cultura helênica. No caso aqui, os espartanos queriam proteger a terra e a cultura grega e salvar a cultura grega do aniquilamento, do esquecimento. Os persas pretendiam varrer da história a cultura grega, tanto que quando chegaram em Atenas, mesmo a cidade vazia – pois a população foi avisada há tempo da ameaça persa e fugiram – os persas queimaram a cidade. Os persas, liderados por Xerxes, antes da campanha militar, fizeram reuniões e decidiram ir a oeste, ao ocidente, e conquistar toda a Europa, que para eles, ainda não tinha grande estrutura militar, cultural, civilizatória, com exceção dos gregos que eram organizados em cidades-estados, e quando surgia uma ameaça estrangeira, as cidades-estados gregas paravam de guerrear entre si, e se uniam para defender a Grécia. Um povo, uma língua, uma cultura. Então, os persas, decidiram começar a campanha destruindo os gregos, e assim, com a destruição dos gregos, ficava mais fácil conquistar toda a Europa.

Atenas e Esparta, apesar de serem cidades gregas, falarem a mesma língua, serem da mesma religião, eram rivais e de culturas diferentes. Enquanto Atenas era intelectualizada, e a população prolongava-se nos seus diálogos, Esparta era mais prática, procurava dizer tudo em poucas palavras, e era de uma cultura militar. As crianças, em Esparta, quando nasciam, eram analisadas se tinham algum defeito, alguma deformação, e etc, se tivesse, eram jogadas do alto de uma montanha para a morte. Se fosse sadia, sem “defeitos”, a criança era entregue a mãe, que cuidava dos filhos até os 7 anos. Com 7 anos, a criança era dada ao Estado, para ser criada pelo Estado, preparando desde pequeno para a guerra. Com 12 anos, a criança era solta na selva, peregrinando nas florestas, se alimentado do que conseguia caçar, e até roubar. Vivendo por conta própria. O roubo era permitido em Esparta, por que numa guerra, para se alimentar, um soldado teria que roubar da população da região da guerra, e roubar com perfeição, sem ser percebido, para não haver problemas. Por isso Esparta incentivava o roubo. Para o soldado se aperfeiçoar na arte do roubo. E puniam severamente se os soldados fossem pegos no roubo, não por que roubaram, mas por que demonstrou fraqueza ao dar brecha para serem descobertos. Depois de alguns anos voltavam, e com 17 anos, passavam por uma iniciação, se fossem aprovados, eram considerados adultos e tinham direito a um lote de terra.

Sobre a batalha das Termópilas e os 300 espartanos, aconselho você, Eduardo , a lerem o livro “Portões de Fogo” do escritor Steven Pressfield. Portões de Fogo é o significado de Termópilas. Lá nas Termópilas, tem um busto do general espartano Leônidas com a frase: “Que venham buscá-las”, que foi o que Leônidas disse aos persas quando os persas pediram suas armas. Os espartanos foram pegos de surpresa, como disse, e Leônidas escolheu somente 300 espartanos para segurar os persas por 3 dias, dando tempo de toda a Grécia se organizar para combater os persas. E o objetivo foi alcançado, apesar deles terem morrido. Morreram por que um nativo da região disse um atalho que dava para encurralar os 300 espartanos. Pela configuração geográfica do local, os persas tinham que passar por esse corredor, mas importava mais qualidade do que quantidade, por ser uma passagem estreita, perfeita para os 300 espartanos.

Leônidas escolheu os 300 espartanos por causa de suas esposas, pela qualidade de suas esposas, pois, se esses soldados morressem, e provavelmente morreriam, suas esposas ficariam responsáveis de educarem o lar e passar o legado dos finados maridos para as futuras gerações. As mulheres espartanas recebiam uma educação parecida com a dos homens. Pois, acreditavam os espartanos, que para gerar homens fortes, tinham que haver mulheres fortes, mães fortes. Também por que muitas vezes os homens passavam longos anos na guerra, e a mulher seria responsável para zelar pela família e pela casa.

Então os 300 foram para a batalha. Se uniram a eles soldados da região em volta, nativos das regiões próximas, que não eram tão organizados como os espartanos, mas sua união aos 300 foi bem vinda. Dizem que os persas contavam com 1 milhão de soldados. Alguns falam até 2 milhões. Xerxes, imperador persa, mandou o primeiro batalhão para enfrentar os 300. Esse batalhão foi aniquilado. Xerxes, curioso com tamanha habilidade militar dos espartanos, mandou alguns persas observarem de longe, escondido, o que os espartanos faziam antes das batalhas, e viram eles se arrumaram cuidadosamente, como se estivessem indo para uma festa. Serenidade importante na hora da batalha. Aliais, os discursos antes das batalhas não podiam ser muito emocionados, para não tirar o estado de serenidade dos espartanos. Então, na segunda batalha, Xerxes vendo a qualidade dos 300, mandou seus melhores soldados: “os imortais”. Eram assim chamados, pois, quando um persa caia, tombava, outro o substituía, mantendo o mesmo número do batalhão. Mas os imortais foram derrotados facilmente pelos 300 espartanos. Abaixando a moral do exército persa. E por três dias, os 300 venceram. Por causa da traição do nativo que revelou um local que dava para encurralar os 300, foram mortos. Mas já era tarde para os persas, toda a Grécia foi avisada e a marinha ateniense derrotou a marinha persa, além dos persas perderem outras batalhas em terra. Assim os persas perderam e a civilização ocidental foi salva do esquecimento. Uma frase marcante de Leônidas foi dita quando um persa disse: “Nossas flechas cobrem a luz do sol”; e Leônidas respondeu: “Que bom, lutaremos na sombra”.

 

Qualquer dúvida ou palpite no E-mail: eduardo_tt02@hotmail.com

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