Resumo do capítulo 3 “Um avô muito velho”

Publicado: 15 de dezembro de 2012 em Uncategorized

Na terceira história intitulada um avô muito velho, narra em terceira pessoa a historio do velho Negro Loio seu primeiro amor, sua primeira esposa, seu crescimento nos negócios no mercado modelo e seu amor pela neta Pintinha. Uma singela e envolvente relação passada claro no Largo da Palma. Devido a uma violência desmedida e gratuita o avô precisa realizar um ato muito triste e doloroso que foi previsto pela sua primeira mulher inúmero anos antes.

UM AVÔ MUITO VELHO

Tema central: eutanásia. Abordagem lírica de um tema polêmico: amor extremado x sofrimento da amada. Morte Provocada

Foco narrativo

Narração em terceira pessoa, centrada no personagem Negro Loio.

O presente narrativo é o momento posterior a todos os fatos narrados:

O velho, quando aquilo aconteceu, trancou-se em si mesmo. (…) Sempre calado em seu canto… No quarto e no quintal, a tocar sua sanfona, como a esperar a morte e que todos o esquecessem.

O narrador desenvolve dois núcleos narrativos:

1- Núcleo Central: O Negro Loio e sua neta Pintinha.

2- Núcleo secundário: A vida do negro Loio.

Espaços – Largo da Palma (visão animista = tratado como ser vivo); a casa do Gravatá e Mercado Modelo.

Linguagem

Linguagem bem trabalhada, concisa, períodos curtos, incisivos. Tratamento lírico dado à narrativa e aos conflitos humanos abordados. Inversão como forma de enfatizar sentido do termo invertido “Companhias, se teve, foram duas: a sanfona e a saudade de Aparecida”. Observe a junção do concreto (sanfona) com o abstrato (saudade de Aparecida).

3- Narrativa: “Um avô muito velho”

O velho negro Loio sempre viveu em volta do Largo da Palma. Seu pai tinha uma venda no Mercado Modelo e tinha total confiança no filho. Tanto que ele não ligou quando Loio começou a ter um caso com uma prostituta chamada Aparecida. Ela era uma moça linda, que trabalhava como prostituta apenas aos sábados e nos demais dias tocava sanfona ou tirava a sorte de quem passava pela rua. Aliás, foi a sanfona que os ligou. Loio aprendera desde criança a tocar o instrumento.

Um certo dia, Loio pediu que Aparecida tirasse sua sorte. Ela, com o rosto sério de sempre, disse que ele “tinha uma morte em suas mãos”. Aparecida não conseguia viver sem os bares, a noite, as festas, e acabou voltando a se prostituir e se afastar de Loio. Até que um dia acharam seu corpo esfaqueado numa rua. Loio acabou se fechando em seu mundo, sempre a trabalhar na venda do pai e a tocar sanfona. Até que um dia seu pai morreu e deixou, junto com um dinheiro e um terreno, a venda como herança. Com o dinheiro ele comprou a loja ao lado da sua e conseguiu fazer com que a venda prosperasse, um dos únicos no Mercado Modelo a conseguir isso.

Algum tempo depois, Loio conheceu Verinha em um espetáculo de circo. Não demorou muito para que casassem e ele fosse morar com ela. Pouco tempo depois tiveram uma filha, Maria Eponina, e viveram todos juntos uns dez anos ali. Até que um dia Verinha acabou falecendo devido ao tifo. Algum tempo depois, sem que Loio nem reparasse, a mãe de Verinha faleceu e Maria Eponina já era uma moça e uma grande dona-de-casa.

Sem conseguir levar a venda sozinho, Loio contratou um ajudante. Chico Timóteo era um rapaz e tanto, que em pouco tempo já cuidava de tudo como se fosse sócio. Quando a mãe do moço faleceu, ele passou a comer na casa de Loio e, como era de se esperar, em pouco tempo já estava casado com Maria Eponina. Os dois tiveram uma filha, Pintinha, que se tornou o segundo amor do velho Loio. O outro era a sanfona.

Pintinha e Loio estavam sempre juntos a conversar e a tocar sanfona. Ele a levava e a buscava da escola. Mesmo quando Pintinha passou a ir com as amigas para a escola, quando ela voltava para a casa era com o avô que ficava. E quando o avô adoecia, ela era que cuidava dele. Loio fazia o mesmo se o contrário ocorresse. E assim Pintinha foi crescendo até que se tornou professora.

Sendo professora nova, colocaram-na para trabalhar em uma escola bem afastada. Pintinha nascera para a profissão e logo havia conquistado todos os alunos e professores, voltando para casa tarde da noite muitas vezes com presentes que ganhava deles. Porém, um dia ao invés de Pintinha veio um policial informando que a moça tinha sido violentada e espancada, por um milagre não morreu. Após duas cirurgias e algum tempo no hospital, Pintinha voltou para casa. Mas ela já não reconhecia ninguém e passava o dia sofrendo de dores.

Loio resolveu ir ter uma conversa franca com o médico, que lhe contou que Pintinha não tinha como se salvar. As cirurgias apenas prolongaram sua vida, mas ela estaria condenada a passar os dias sofrendo com dor até morrer. Então, ele resolve ir até a venda de um farmacêutico amigo seu no Mercado Modelo e lhe pede o veneno mais forte que tiver, dizendo que era para seu cachorro doente. Como ninguém ousaria duvidar de Loio, ele lhe entregou o veneno e lhe explicou como usar.

Chegando em casa, Loio foi deixado sozinho com a neta Pintinha, pois Maria Eponina iria sair. Sem hesitar, Loio mistura veneno com água em um copo e dá para neta beber. Ficou sentado na sala esperando a filha chegar e que viessem os gritos desesperados dela. Porém, Maria Eponina ao ver a filha morta apenas pediu que o pai trouxesse uma vela, sem nenhuma lágrima e quase sem voz.

3a Narrativa: “Um avô muito velho”

Loio: personagem principal tem dois amores em sua vida: a sanfona e a neta Pintinha. Pintinha: filha de Chico e Maria, é uma moça doce, bela e amável. Tem um grande amor por seu avô, Loio, com quem sempre esteve junto.

Chico Timóteo: homem muito bom e honesto, marido de Maria.

Maria Eponina: filha de Loio e Verinha.

Aparecida: mulher que trabalhava como tocadora de sanfona nas ruas, vidente e prostituta. Foi o amor de Loio na juventude.

Verinha: esposa de Loio, era a bondade em pessoa.

 

Dúvidas E-mail: eduardo_tt02@hotmail.com

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